Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos estão de | Figure 1
PedroPharmacist
Pharmacist
Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos estão desenvolvendo um método simples, rápido e de baixo custo para detectar a doença de Alzheimer.
Para o professor Ronaldo Censo Faria, é muito difícil diferenciar o Alzheimer de outros tipos de demência. Normalmente, pessoas idosas tendem a ter mais demências, 60% das quais são relacionadas ao Alzheimer.
O exame é fundamentado na proteína ADAM10, presente no sangue, e que se mostra modificada nos pacientes com Alzheimer e de transtorno neurocognitivo leve, considerado uma espécie de pré-Alzheimer.
O princípio do teste é baseado na detecção desse biomarcador. O custo do material é super baixo (R$ 3), podendo diferenciar vários estágios da doença e até mesmo uma predisposição ao Alzheimer.
Na prática é aplicado uma pequena quantidade de sangue que é tratada com partículas magnéticas que são capturadas por um imã. A concentração é determinada com um dispositivo sensor descartável. O nível do biomarcador tende a aumentar, dependendo do grau da doença.
Uma vantagem adicional do novo exame é que os métodos atuais só detectam a doença em estágios mais avançados. Se diagnosticado de forma precoce, o tratamento do Alzheimer pode conseguir retardar o avanço da doença.
Fonte: Universidade Federal de São Carlos.